14 de mai de 2006

Bom dia

Nasce o sol
Seus raios rasgam
O manto escuro da noite

Sua luz chega ao meu rosto
E me acorda com um afago
Abro os olhos com um sorriso
E bocejo com vontade

Levanto-me
Abro a janela
E deixo a vida entrar
Ela vem dos pássaros
Até meus ouvidos
Chega aos meus pulmões
E eu a expiro
Ela volta pelo vento
E toca minha face

Vem da cozinha
E entra em minhas narinas
Faz minha boca salivar
Humm...
- O café está pronto!

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*Esse poema é meio que o "oposto" de "Só mais um dia". Rascunhei um logo depois do outro.
*Eu sei que não tem muito a ver, mas aproveito pra desejar felicidades para todas as mães, especialmente a minha!

13 de mai de 2006

Nasce um Espinho da Rosa

- Queria falar comigo, minha irmã?
- Sim, meu irmão. Tem um assunto que requer tua atenção.
- Minhas orelhas são todas tuas.
- Nessa viagem, da qual acabo de regressar, tive a oportunidade de atuar lado a lado com um grupo de druidas numa questão que clamava por servos da natureza. Resolvido o problema, fui levada a conhecer o líder do grupo. Em adição a seus agradecimentos, recebi um convite formal para juntar-me ao ciclo. Quis ouvir teu conselho antes de tomar uma decisão.
- De que grupo estamos falando?
- Os Espinhos da Rosa, o pequeno ciclo druídico que vem atuando nos últimos anos ao longo dos Picos do Trovão.
- Os Espinhos!? Humm... Apesar de estarem em atividade a poucos invernos, a fama desse grupo já foi espalhada pelo vento e chegou aos meus ouvidos. Dizem que seus métodos são brutais.
- Eu tive a chance de conhecê-los pessoalmente, meu irmão, embora seus atos possam ser tidos como violentos, sua convicção pela causa da natureza é inquestionável.
- Vejo que estás tentada a aceitar o convite. Por que fazê-lo se tu poderias te integrar facilmente ao círculo druídico das Florestas Emaranhadas, junto a teus semelhantes?
- Acredito que tenho mais a aprender se atuar longe de meu berço. Além disso, posso ajudar a integrar os grupos, seria para o bem maior do Equilíbrio. E eu poderia vistar-te de vez em quando.
- É um ponto a se considerar. Tu terias um papel diplomático vital se te tornares um deles. E poderás nos informar sobre seus passos se viesse a descobrir que se trata de um grupo perigoso. Só temo por tua segurança.
- Eu posso me defender sozinha, irmão. E não os vejo como rivais, mas sim como aliados em potencial.
- Syndalla, minha irmã, o que teu coração te diz?
- Que devo aceitar.
- Então a decisão está tomada. Venha, vamos nos reunir aos outros. Pensaremos em assuntos importantes mais tarde. Hoje é um dia para deixar o espírito mais leve.