11 de ago de 2006

Dois

Lá no alto está o sol
Todos o vêm redondo
Eu o vejo quadrado
Sua luz, seu calor
Só sinto por fora

Onde estou?
Aqui é escuro, frio, úmido...
Mas lá em cima
Vejo um feixe de luz
E um balde a balançar

Oh, ópio,
Me leve daqui
Me tire dessa prisão
Me dê a liberdade
Oh, saudade...

Mal posso esperar
Para o inverno acabar
O gelo derreter
E a primavera chegar

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Remexendo meus rascunhos, eu encontrei esse poema aqui, rascunhado em maio deste ano.

Eu devia ter fumado muita maconha* quando escrevi isso.

PS: não sei porque escolhi essse título na época, se alguém ler e tiver uma sugestão, por favor: comente.

*falo no sentido figurado, é claro. não faço isso. não preciso. =]