Ao som do dia
Ou sob o silêncio da madrugada
Tu invades meus pensamentos
E me faz suspirar
Tua lembrança me faz companhia
E me põe a pensar
Em minha mente, de repente
Brota uma indagação:
Que Vala há de ter criado você?
Sois tu uma jóia de Elbereth a adornar o céu noturno?
Quem me dera, então, tomar a embarcação de Tilion
e navegar além das nuvens...
Pode um homem mortal beijar uma estrela?
Sois tu uma brisa de primavera criada por Manwë?
Quem me dera, então, sentir teu sopro suave
Perfumado pelo aroma das flores desabrochadas
Sois tu um fruto de Yavanna
Semente das Árvores de Valinor?
Quem me dera, então, provar o doce orvalho dos teu lábios
Não sei qual deles te concebeu
Mas teu brilho, tua beleza, teu encanto, tua doçura...
De certo, é obra dos Valar
Pode um homem mortal almejar tamanho tesouro?
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* Pra Italo, O Silmarillion é o ápice da epicidade.
* Hoje em dia, quando questionado sobre o que é "ser épico", Italo apenas responde: "Algo é tão épico quanto se aproxime de O Silmarillion".
* Italo recomenda, para aqueles que gostam de fantasia medieval, que leiam esse livro. Ele avisa, contudo, que não é uma leitura tão simples.
* Italo tá achando divertido esse negócio de falar na terceira pessoa.
* Como Italo sabe que nem todos leram O Silmarillion, ele explica alguns nomes usados no poema:
-Elbereth: também conhecida como Varda, é a esposa de Manwë e a Senhora das Estrelas.
-Tilion: servo dos Valar que conduzia a embarcação da lua.
-Manwë: o rei dos Valar, senhor das nuvens e do ar, patrono das Águias.
-Yavanna: a Provedora de Frutos, é esposa de Aulë e senhora das plantas e dos animais, foi ela quem criou Telperion e Laurelin, As Árvores de Valinor, que trouxeram luz ao Reino Abençoado.
Mais informações: Valar, Valinor.