7 de nov de 2005

No consultório

-Danilo? Sua vez. Pode entrar!
[entra]
-Boa tarde.
-Boa tarde.
-Sente-se.
[pequena pausa]
-E então, Danilo, qual é o seu problema?
-Não, doutor, assim, eu nem sei se eu devia estar aqui, não sei se o que eu tenho seja sua especialidade...
-Me conte o problema e eu verei se posso ajudar.
-Assim, meu problema é... uma menina. Não que ela seja um problema, não! Muito pelo contrário, é que...
-Calma, rapaz. Respire, relaxe e me conte mais sobre essa menina.
-Ela é linda, muito legal e seu sorriso... [leve suspiro]
-Então, você está apaixonado por ela?
-É! Não! Quer dizer, não sei, eu...
-Calma. Devagar. Você tem que relaxar, estou aqui para lhe ajudar. Fale mais sobre o que você sente em relação a essa moça.
-Bem, doutor, vamos lá. Camila é uma amiga em quem penso com carinho, estudamos um tempo juntos e já naquela época eu tinha uma “quedinha” por ela, mas eu nunca investi muito nisso porque eu jamais percebi nas atitudes dela algo que me desse mais esperanças... Apesar de termos deixado de estudar juntos, ainda mantivemos um certo contato pela internet; às vezes tínhamos umas conversas tão legais! Nisso passou mó tempão, às vezes a gente passava mais de um mês sem se falar, mas nunca passou muito disto. É irônico que a gente tenha estudado todo esse tempo juntos e agora que estamos “distantes” minha “quedinha” tenha virado um “estouro”.
[pausa pra respirar]
-Sabe, doutor, eu não sei o que sinto por ela. Às vezes penso que poderíamos dar um passo além da amizade, mas é difícil sentir-se seguro quando não se estar perto da outra pessoa e quando você não tem idéia do que ela sente, pior ainda!
-Bom, Danilo, o seu caso é mais comum do que você pensa. Você não vai saber o que ela sente ou se vocês podem ficar juntos se você não se abrir com ela; é arriscado sim, mas não tem como conseguir se não tentar e a dúvida vai te torturar por um bom tempo.
-Eu sei, doutor. Na verdade, eu... já contei a ela, já me abri, mas não foi como eu esperava. Eu estava preparado para um “sim” ou para um “não”, mas o que eu recebi foi um pouco... frustrante.
-Como assim?
-É porque eu me abri com ela usando um sentido figurado, meio indireto digamos assim. [gesticulando massivamente] Sendo que ela respondeu meio que nesse sentido figurado também e não foi uma resposta que eu consegui “traduzir” para o sentido real, entendeu?
[o doutor franze a testa]
-Eu não sei se ela quis dizer um “talvez” ou se ela não quis dizer um “não” diretamente para não ficar uma situação chata entre a gente, eu não sei... Eu não sei mais de nada, já faz quase uma semana que nós tivemos essa conversa e eu não a achei mais na net.... Eu só espero que ela não evite falar comigo de agora em diante, o que eu menos quero é ter nossa amizade abalada; se isso acontecer eu não sei se devo mais acreditar nesse negócio de “tentar”, “arriscar” e tal...
-Bom, Danilo, você não devia desistir ainda. Acho que você devia tentar deixar mais claro o que você sente, mesmo que isso implique falar nesse seu “sentido figurado”, vai evitar um choque direto e talvez possíveis mágoas.
-Tá certo, doutor. Acho que vou fazer isso mesmo. Pelo menos eu tentei, né? Até mais, doutor, e obrigado!
-De nada! Até mais.
[pequena pausa]
- Ai ai, esses jovens, se esses fossem os únicos problemas do mundo...

9 comentários:

Amanda disse...

Ficou ótimo cunhadxin... Continue assim q vc vai colher os frutos de viajar e se aventurar nas maravilhas q a literatura e o hábito de escrever nos oferece!

bjin

Allana disse...

Algum sinal de resposta?

Eduardo Rafael Costa disse...

|o/

Leina disse...

Eh meu filho mermo...
Hehehehehehehe...
Adorei! Principalmente pq eu adoro contos com diálogos, muito bom mesmo!!!
Xerin

vico disse...

ei tenho q dizer, tais escrevendo muito bem. virei teu fã, sem onda. continue escrevendo assim q vou ficar sempre lendo agora.
abraco!

Drill disse...

caramba vey... mto foda teu blog... e eu q nem dava valor a blog, tou dando agora pq o seu eh foda! eu li todos os textos e acho q tem mta gente assim... e os namorados devem ser todos iguais aos da sua storia... mto foda... tu eh foda... screve fodasticamente! parabens, italo! fica bem kara, deus te abençoe! :*

Dani disse...

hihihi..é mesmo,as vezes,a gente faz uma tempestade num copo d´águaaaaaaaaaa!!! mas temos q ser assim mesmo:intensos!! Xeru Ito!!

Ericka disse...

"Não se preocupe em entender. Viver ultrapassa todo o entendimento"
.Clarice Lispector.

Ei... adorei titio.
Kisses.

be disse...

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