Saudações, caros 1d6+1 leitores do Rascunhos. Recentemente fui indicado pela minha amiga Allana a participar de uma campanha iniciada no blog Zona Neutra visando o incentivo a leitura. Basicamente cada blogueiro indica dois livros a seus leitores e depois aponta outros blogs para continuar a campanha. E os indicados são...
1. Por que os homens fazem sexo e as mulheres fazem amor?, de Allan e Barbara Pease: uma leitura leve e descontraída, indicada para todos os tipos de leitores e inclusive pra quem não gosta de ler. O livro apresenta e explica de forma bem-humorada as diferenças de agir e pensar existentes entre homens e mulheres. Vale a pena conferir.
2. O Silmarillion, de J. R. R. Tolkien: Apontado por muitos fãs como o principal livro do autor, O Silmarillion é um obra bem completa sobre o cenário de fantasia criado por Tolkien: conta diversas histórias que vão desde a Criação do Mundo até a destruição do anel, envolvendo várias histórias menores no meio do caminho. Não é uma leitura muito simples, mas é obrigatória para os fãs de fantasia.
E para continuar a campanha eu indico o André do Altar de Selûne e do Crônicas do Norte Selvagem.
7 de jan. de 2009
5 de jan. de 2009
Era of Skyfire
Conta-se que a milênios atrás, quando estas terras eram cobertas de imensas florestas dominadas pelos elfos e as montanhas ocupadas pelos senhores anões, os humanos viviam rusticamente como nômades nas planícies e savanas do sul. Aquela era um época de paz, ameaçada apenas de tempos em tempos pelos gigantes e dragões. Mas as coisas mudaram com a chegada de Calim.
Calim era um nobre djinni, um poderoso gênio vindo do Plano Elemental do Ar, que comandava um imenso número de membros de sua espécie, além de escravos humanos e halflings. Em pouco tempo, ele conquistou uma grande área onde hoje é o sul de Calimshan, expulsando os dragões, gigantes e elfos da região. Estava formado o Califato de Calim.
Os 1000 anos que se sucederam foram relativamente pacíficos dentro dos domínios de Calim, à exceção de pequenos conflitos com os elfos e gigantes nas fronteiras. Até que chegaram os mais odiados inimigos dos djinn, os efreet. O Exército de Fogo, como era chamada a horda de efreet, liderado pelo Grande Paxá Memnom surgiu no norte da atual Calimshan. Nos anos que se seguiram, os gênios do fogo conquistaram muitas das terras que tinham pertencido aos elfos e anões, reduzindo florestas inteiras a cinzas e estabelecendo o Reino de Memnonnar.
Demorou 200 anos até começar a inevitável guerra entre Calim e Memnom, período que ficou conhecido como Era of Skyfire. Os exércitos dos gênios se enfrentaram durante séculos em grandes batalhas que destruíram colinas, florestas e montanhas. Ninguém sabe muito bem como a guerra acabou. Alguns dizem que Calim e Memnom se enfrentaram num duelo que durou 100 dias e 100 noites e acabou com a destruição de ambos e de tudo que havia num raio de vários quilômetros. Outros falam que os elfos, buscando vingança pela morte de seus semelhantes e pela destruição causada pelos gênios, realizaram um poderoso ritual que arrancou as almas dos dois de seus corpos e as aprisionou dentro de um cristal.
O que aconteceu de verdade talvez ninguém saiba. Mas as conseqüências desses eventos marcaram para sempre essas terras.
______________________________________________
Referências:
- Lands of Intrigue, 1997
- Empires of the Shinning Sea, 1998
- Forgotten Realms Campaign Setting, 2001
- Lost Empires of Faerûn, 2005
Calim era um nobre djinni, um poderoso gênio vindo do Plano Elemental do Ar, que comandava um imenso número de membros de sua espécie, além de escravos humanos e halflings. Em pouco tempo, ele conquistou uma grande área onde hoje é o sul de Calimshan, expulsando os dragões, gigantes e elfos da região. Estava formado o Califato de Calim.
Os 1000 anos que se sucederam foram relativamente pacíficos dentro dos domínios de Calim, à exceção de pequenos conflitos com os elfos e gigantes nas fronteiras. Até que chegaram os mais odiados inimigos dos djinn, os efreet. O Exército de Fogo, como era chamada a horda de efreet, liderado pelo Grande Paxá Memnom surgiu no norte da atual Calimshan. Nos anos que se seguiram, os gênios do fogo conquistaram muitas das terras que tinham pertencido aos elfos e anões, reduzindo florestas inteiras a cinzas e estabelecendo o Reino de Memnonnar.
Demorou 200 anos até começar a inevitável guerra entre Calim e Memnom, período que ficou conhecido como Era of Skyfire. Os exércitos dos gênios se enfrentaram durante séculos em grandes batalhas que destruíram colinas, florestas e montanhas. Ninguém sabe muito bem como a guerra acabou. Alguns dizem que Calim e Memnom se enfrentaram num duelo que durou 100 dias e 100 noites e acabou com a destruição de ambos e de tudo que havia num raio de vários quilômetros. Outros falam que os elfos, buscando vingança pela morte de seus semelhantes e pela destruição causada pelos gênios, realizaram um poderoso ritual que arrancou as almas dos dois de seus corpos e as aprisionou dentro de um cristal.
O que aconteceu de verdade talvez ninguém saiba. Mas as conseqüências desses eventos marcaram para sempre essas terras.
______________________________________________
Referências:
- Lands of Intrigue, 1997
- Empires of the Shinning Sea, 1998
- Forgotten Realms Campaign Setting, 2001
- Lost Empires of Faerûn, 2005
Keywords:
Calimshan,
Campanha Tethyr,
Fantasia Medieval,
Forgotten,
Gênios,
Guerra,
RPG
11 de dez. de 2008
O clérigo e o monge
O clérigo estava tomando uma cerveja no balcão da taverna quando chegou um monge perto dele e perguntou:
- O que você faz?
O clérigo respondeu:
- Eu lanço magias, expulso mortos-vivos e luto razoavelmente bem. E você?
- Ah... eu não solto magias, nem expulso mortos-vivos, mas luto razoavelmente bem. - respondeu o monge.
- Ah, é? Então você não faz nada que eu não sei fazer. - disse o clérigo triunfante.
- Não é verdade - retrucou o monge ofendido -, eu sei fazer estrelinha.
- O que você faz?
O clérigo respondeu:
- Eu lanço magias, expulso mortos-vivos e luto razoavelmente bem. E você?
- Ah... eu não solto magias, nem expulso mortos-vivos, mas luto razoavelmente bem. - respondeu o monge.
- Ah, é? Então você não faz nada que eu não sei fazer. - disse o clérigo triunfante.
- Não é verdade - retrucou o monge ofendido -, eu sei fazer estrelinha.
29 de nov. de 2008
A Herança de Obould
Cavada no sopé da montanha, poucos quilômetros ao sul do Forte da Flecha Negra, fica a guarnição do Anão Morto. Local de treinamento de soldados, forjaria de armas e construção de máquinas de guerra para o exército do Rei Obould Muitas Flechas. Nesse lugar, não é permitida a presença de fêmeas, mas nenhum dos soldados ousou protestar ou mesmo olhar duas vezes para a figura alta e de manto negro que perambulava pelos túneis do lugar.
A fama de Lorog, a negra, era bem conhecida pelos orcs daquela região. Dizia-se que era uma bruxa cruel que sentia prazer em aterrorizar os guerreiros do exército de Obould para testar sua lealdade. Aqueles a quem ela considerava indignos eram torturados e punidos com seus venenos e maldições.
Lorog deslizou pelo Salão de Armas até ficar a poucos metros de um corpulento guerreiro que estava vestindo uma armadura de placas. O orc, que pareceu não notar a presença da bruxa, exibia uma infinidade de cicatrizes ao longo do corpo, marcas de dezenas de batalhas. A fêmea permaneceu em silêncio, quando ele começou a calçar as botas, ela perguntou:
- Preparando-se para partir, soldado?
O macho a olhou sobre o ombro por um instante, voltou a atenção para as botas e respondeu:
- Foi meu pai que mandou você me espionar, bruxa?
- Talvez. Ou talvez eu tenha vindo por conta própria.
- Lacaios não têm vontade própria, ainda mais uma fêmea. - respondeu o guerreiro, agora calçando um par de manoplas.
- Tem razão. É por isso que você está aqui. Porque o seu pai ordenou e você acata suas ordens como uma fêmea obediente, não é, Scrauth?
Scrauth mal conseguiu disfarçar sua fúria ao embainhar bruscamente sua espada. Ele sabia, no entanto, que ameaçar Lorog era estupidez: ainda que conseguisse matá-la, ele seria severamente punido pelo seu pai, já que a bruxa era a principal conselheira do Rei Obould. Scrauth apenas segurou o elmo ao lado do corpo, virou-se para a fêmea e retorquiu em tom de ira incontida:
- O que você quer de mim afinal? Preciso partir logo.
- O Rei Obould está ficando velho, Scrauth. Muitos acham que ele não tem mais a força de antes, depois da queda da Cidadela Muitas Flechas. Alguém terá que substituí-lo mais cedo ou mais tarde.
- Quando ele fraquejar, eu estarei pronto para tomar o seu lugar! - retorquiu o guerreiro em tom desafiador.
- Mas você precisa se mexer, Scrauth. Seu irmão Brymoel já está se mexendo. Soube que ele rumou para a Passagem da Lança Partida mais ao sul e está procurando alguma coisa por lá.
- O quê? Mas ele foi mandado para o leste, para espionar aquela vila dos Uthgard!
- Ele é um sacerdote, um fiel seguidor de Gruumsh. E Grummsh às vezes concede visões aos seus servos mais dedicados. Há algo importante ao sul, Scrauth. Algo que faz a diferença para aquele que almeja se tornar o Rei Muitas Flechas.
- Hmmm... entendo. Mas você não ia preferir um clérigo de Grummsh como o novo Rei Obould? - perguntou o guerreiro.
- É preciso ser um veterano de batalha para sentar-se no Trono Muitas Flechas - respondeu a bruxa -, alguém capaz de comandar um exército e fazer seus súditos obedecerem. Brymoel é um acólito fervoroso, mas não tem a força necessária.
- Então você veio aqui para me ajudar a tomar o lugar de meu pai? Quer dizer que você, Lorog, está me oferecendo uma aliança?
- Talvez. Ou talvez seu pai tenha me mandado aqui para lhe espionar.
A fama de Lorog, a negra, era bem conhecida pelos orcs daquela região. Dizia-se que era uma bruxa cruel que sentia prazer em aterrorizar os guerreiros do exército de Obould para testar sua lealdade. Aqueles a quem ela considerava indignos eram torturados e punidos com seus venenos e maldições.
Lorog deslizou pelo Salão de Armas até ficar a poucos metros de um corpulento guerreiro que estava vestindo uma armadura de placas. O orc, que pareceu não notar a presença da bruxa, exibia uma infinidade de cicatrizes ao longo do corpo, marcas de dezenas de batalhas. A fêmea permaneceu em silêncio, quando ele começou a calçar as botas, ela perguntou:
- Preparando-se para partir, soldado?
O macho a olhou sobre o ombro por um instante, voltou a atenção para as botas e respondeu:
- Foi meu pai que mandou você me espionar, bruxa?
- Talvez. Ou talvez eu tenha vindo por conta própria.
- Lacaios não têm vontade própria, ainda mais uma fêmea. - respondeu o guerreiro, agora calçando um par de manoplas.
- Tem razão. É por isso que você está aqui. Porque o seu pai ordenou e você acata suas ordens como uma fêmea obediente, não é, Scrauth?
Scrauth mal conseguiu disfarçar sua fúria ao embainhar bruscamente sua espada. Ele sabia, no entanto, que ameaçar Lorog era estupidez: ainda que conseguisse matá-la, ele seria severamente punido pelo seu pai, já que a bruxa era a principal conselheira do Rei Obould. Scrauth apenas segurou o elmo ao lado do corpo, virou-se para a fêmea e retorquiu em tom de ira incontida:
- O que você quer de mim afinal? Preciso partir logo.
- O Rei Obould está ficando velho, Scrauth. Muitos acham que ele não tem mais a força de antes, depois da queda da Cidadela Muitas Flechas. Alguém terá que substituí-lo mais cedo ou mais tarde.
- Quando ele fraquejar, eu estarei pronto para tomar o seu lugar! - retorquiu o guerreiro em tom desafiador.
- Mas você precisa se mexer, Scrauth. Seu irmão Brymoel já está se mexendo. Soube que ele rumou para a Passagem da Lança Partida mais ao sul e está procurando alguma coisa por lá.
- O quê? Mas ele foi mandado para o leste, para espionar aquela vila dos Uthgard!
- Ele é um sacerdote, um fiel seguidor de Gruumsh. E Grummsh às vezes concede visões aos seus servos mais dedicados. Há algo importante ao sul, Scrauth. Algo que faz a diferença para aquele que almeja se tornar o Rei Muitas Flechas.
- Hmmm... entendo. Mas você não ia preferir um clérigo de Grummsh como o novo Rei Obould? - perguntou o guerreiro.
- É preciso ser um veterano de batalha para sentar-se no Trono Muitas Flechas - respondeu a bruxa -, alguém capaz de comandar um exército e fazer seus súditos obedecerem. Brymoel é um acólito fervoroso, mas não tem a força necessária.
- Então você veio aqui para me ajudar a tomar o lugar de meu pai? Quer dizer que você, Lorog, está me oferecendo uma aliança?
- Talvez. Ou talvez seu pai tenha me mandado aqui para lhe espionar.
Keywords:
Diálogo,
Fantasia Medieval,
Forgotten,
Fronteiras Prateadas,
Orcs,
RPG
Assinar:
Postagens (Atom)