7 de set de 2006

Entrevista com o Experimentador - 1º Bloco

Italo - Boa tarde, amigos leitores do Rascunhos.

Italo - Boa tarde, platéia.

Platéia - Boa tarde!

Italo - Estreiamos hoje um novo quadro no nosso blog e espero que vocês gostem. O quadro consiste de uma entrevista com um convidado especial. Hoje o entrevistado é nosso amigo físico, filósofo, poeta, romancista, rpgista e blogueiro: Eduardo Rafael!

*placa de aplausos*

Eduardo - (sorrindo e acenando)

Platéia - (aplausos)

Italo - E aí, Eduardo, tudo tranquilo?

Eduardo - Perfeito, Italo.

Italo - Preparado?

Eduardo - Claro. Shoot.

Italo - Não tem porque ficar ansioso mesmos.... cof! mesmo! A gente vai só bater um papo amigável, nada demais.

Platéia - (risos)

Eduardo - Eu não ficaria, conversar aqui com pessoas tão amigáveis, é um grande prazer.

Eduardo - Eu acho que é você que pode estar um pouco ansioso, Ítalo, trocando algumas letrinhas.

Eduardo – (risos)

Italo - (risos)

Italo - Acontece.

Italo - Bom, ok. Eu queria começar falando do seu blog. De onde veio, assim, a idéia de criar o "Experimentador"?

Eduardo - Bom, a principal razão de o Experimentador existir é porque eu queria muito me comunicar com algum público, já que eu sou escritor. E um blog é uma ferramenta muito útil para alguém que não tem recursos próprios pra publicar nada.

Italo - Hun-rum, entendo.

Eduardo - Bem, "Experimentador", o título é esse por algumas razões.

Eduardo - Da minha grande vontade de experimentar coisas novas, em muitos sentidos.

Italo - Sei.

Eduardo -Coisas novas, assim, em literatura, música, coisas novas com pessoas também.

Italo - Claaro.

Eduardo - Se fosse pra ficar numa metáfora mais ou menos, é uma adolescência sem a sua burrice inerente.

Italo - (risos falsos)

Eduardo - (não, não, metáfora ridícula, corta ela do programa)

Eduardo - (risos falsos também)

Italo - (a gente tenta editar depois)

Diretor - (corta, corta )

Eduardo - Pausa para o café?

Italo - CORTA!

Eduardo -Cadê aquela cara com a bandeja dos salgadinhos?!

Italo - Qualé dudu, tá acabando com meu programa, porra!

Eduardo - COMO ASSIM?

Platéia - Buuuuuuuuuuuuuuuh!

Italo - Você acha que a gente não gasta filme, não?

Italo – Maquiagem? Aluguel do estúdio?

Italo - Vacilando vei...

Eduardo - Não entendi.

Italo - Não, não. Vai. Deixa pra lá. Eu só tou nervoso. A primeira entrevista.. quero muito que dê certo...

Eduardo - Cara, relaxe... olha, eu quero que a sua primeira vez seja maravilhosa. Eu vou ser sutil, carinhoso e atencioso.

Eduardo - Pode confiar em mim.

Italo - Ei, você aí, não tá gravando não, né?

Câmera - Não, não, claro que não.

Italo - Tá, tá, tá. Então vamos recomeçar.

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...

Eduardo - Venha cá, me dê um abraço antes de começar a gravar.

Italo - Peraí, câmera!

Italo – Tá, tá bom... (abraça)

Italo - Agora vamos.

Eduardo - Vamos.

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Gravando!

Italo - Certo, Eduardo. Você já falou da idéia geral do "Experimentador". Agora, eu quero perguntar o seguinte:

Eduardo - Pergunte. (cruza as pernas, recosta-se na cadeira elegantemente e aguarda a pergunta)

Italo - Você já teve outro blog: o Vidadifusa. Aliás - pra quem não sabe - o Vidadifusa foi um dos principais incentivadores[1] à criação do "Rascunhos de uma Mente". Assim, a gente quer saber: qual a diferença entre o Vidadifusa e o Experimentador?

Eduardo - Ah, eu não gostava muito do Vida Difusa, achei ele muito infantilzinho. Sabe, tipo aquelas coisas que um carinha com 17 anos e muita espinha na cara escreve, então resolvi deixar pra lá, e essa foi a principal causa de eu não o ter mantido.

Eduardo - E, porra, o experimentador é um blog que eu acho mais interessante, é um blog pra eu ser chato à vontade na hora que eu quiser. Quero que as pessoas pensem que eu sou culto, e blah, essas baboseiras, e também é uma forma de mostrar que eu sou mente-aberta, flexível a coisas novas, esse tipo de coisa.

Eduardo - Até me conhecerem como rpgista e aficcionado por videogames, gibis e blockbusters.

*uma contra regra entrega, fora das câmeras, um papel ao apresentador*

Eduardo - *eu até pegaria essa, gatinha, tenho que me lembrar depois*

Eduardo -(pensativo)

Italo - Ah, Eduardo. Realmente, a proposta do Experimentador parece bem interessante.

Italo - Vejamos o que temos aqui... Ah, uma pessoa da platéia quer fazer uma pergunta.

Eduardo - Perguntas da platéia, tomara que seja uma platéia gatinha e com tudo em cima. Que ótimo.!

Italo - Bom, vamos lá, a pessoa da platéia diz: "Você quer que as pessoas 'pensem' que você é culto? Quer dizer que os momentos de cultura são nada mais que fake? Você é um pseudo, então?"

Italo - Iiih. Pergunta complicada, hein?

Eduardo - Até que é um pouquinho, vejamos. (pensativo)

Eduardo – ”pseudo” é uma palavra que eu adoro. Sou pseudo muitas coisas. Intelectual, músico, cozinheiro. Se fossem outros tempos, eu só posaria de culto pra mostrar que sou inteligente, sensível, romântico, etc, etc, só pra fazer algumas mulheres pensarem que eu sou um cara ótimo pra elas.

Eduardo -Que, além de bonito e romãntico, eu também sou inteligente e sensível, e compreensivo, conheço o mundo feminino, e essas coisas. satisfazer todos os clichês possíveis que as mulheres reclamam que os homens não satisfazem.

Italo - He-he-he. Que idiotice, quem faria isso?

Italo – (Olha para os lados, sem graça)

*a contraregra revira os olhos*

Eduardo - Mas hoje, bem, hoje eu não faria isso.

Italo - Sei... entendo. Não que eu já tenha feito isso, ou tenha intenção de fazer. Mas... entendo - na teoria - o que você tá dizendo.

Italo – Bom...

Italo - *pausa estratégica para elaborar a pergunta*

Eduardo - *pose de quem respondeu muito bem uma pergunta*

Italo - Você disse que o blog tem por objetivo permitir que você se mostre, se abra pras pessoas, para que elas possam penetrar nos seu âmago e te conhecerem melhor, para que você mostre que é uma pessoa aberta e flexível. Essa é uma das experiências que você queria mesmo ter? Que você tinha vontade de experimentar?

Eduardo - Penetrar no meu âmago, assim, não, né? eu ainda guardo certa integridade.

Italo - (risos)

Eduardo - Enfim, quero sim que algumas pessoas me conheçam, me experimentem, e vejam que eu sou bom. Bom escritor, bom pensador, bom outras coisas. Bom em outras coisas.

Italo - E pra aquelas que te acharem "margo" o que você?

Italo - "amargo", desculpe.

Eduardo -Que procurem açúcar noutro lugar. Amargo pode ser gostoso, e viciante. Eu tenho outros gostos.

Italo - Nossa! Muito bom!

Platéia - (aplausos)

Eduardo - *se distrai por oito segundos olhando para aquela figurante gostosa*

Eduardo - Sua platéia é muito boa, Ítalo

Italo - É, é sim.

Italo - Continuando... conta pra gente, Eduardo: Qual é tua "ambição" com o blog, onde tua acha que vai chegar com ele, onde tu quer chegar?

Eduardo - Espero que o experimentador me leve a alguns contratos milionários com alguma grande editora, ficar mais rico do que aquela mulher magrinha que inventou o harry potter, e passar o resto da minha vida só farrando.

Platéia - (risos)

Italo - (risos)

Italo - Esqueceu de dizer: “pegar muitas mulheres gostosas”.

Eduardo - Meu principal objetivo, contudo, é conhecer mais gente como eu. Que curta literatura, sarcásticas, irônicas, interessantes.

Eduardo – É porque eu já achava que estava tão bem definido que seria um pleonasmo dizer isso de novo.

Italo - Hehe, entendo.

Eduardo - E não são só mulheres gostosas: mulheres gostosas e louquinhas por mim.

Italo - Vamos fazer uma pequena pausa agora e voltamos depois dos comerciais.

Eduardo - *acena para a platéia*

*a contra regra se dirige ao palco*

Contra-regra - Desejam alguma coisa?

Eduardo - (pensamento: você, você, você)

Eduardo - Café, por favor.

PROPAGANDA 1:
Querida mamãe, querido papai
No dia da criança
Eu quero um sapato
Na casa...
Lá tá assim de ofertas
Pá-pé-pio
Vamos pra casa...


Contra-regra - *acena educadamente*

Contra-regra - Italo?

Italo - Um pouco de leite com nescau, por favor

Figurante - *acena de novo e vai saindo*

Italo - Essas propagandas nunca mudam, hein?

Eduardo - Italo, agora que está nos comerciais, me diga: qual é o nome da sua

contra-regra e como você deixa uma mulher dessa passar?

Eduardo - *olhando o movimento dos quadris dela*

Eduardo - (risos)

Italo - Er... respondendo sua pergunta: eu não costumo misturar relacionamentos amorosos com relações profissionais.

Eduardo – Eu entendo... mas e se não tiver amor?

PROPAGANDA 2:
- Sol, mar, piscina... adoro tudo isso. Mas gosto mesmo de cuidar dos meus cabelos.
- E para isso, eu conto sempre com o Elseve Nutri-gloos, o xampu que matém o brilho natural dos meus cabelos, dando a eles um brilho perolado, nutrindo da raiz até as pontas.
- Ele vai amar.


*a contraregra volta, trazendo uma bandeja com o café, pacotinhos de açúcar e o achocolatado*

Italo - Âah... obrigado.

Eduardo - Deixa que eu te ajudo.

Contra-regra - Não precisa, não se preocupe...

Eduardo - *pegando delicadamente na mão da contra-regra* *ajudando com a bandeja e o café*

Italo - Brigado, Luísa.

Eduardo - (pensamento: não sei se é a propaganda ou os cabelos dela estão realmente cheirosos. Eu amei.)

[CONTINUA]

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[1] - veja em http://rascunhosdeumamente.blogspot.com/2005/10/faq.html